O que é Orixá?

 

Orixá é um poder divino em si mesmo e realiza-se na vida dos seus cultuadores como uma energia viva e divina capaz de realizar ações abrangentes, modificadoras da vida do ser.

Orixá é o poder de Deus manifestado de forma “personificada” em que um ente de natureza divina irradia continuamente esse poder que concentra em si e doa graciosamente a todos que, movidos pela fé, a ele recorrer religiosamente por meio de cantos, orações e oferenda.

Muitos são os poderes de Deus e muitos são os Orixás cultuados na Umbanda.

Orixá na Umbanda: uma força e um poder colocados à nossa disposição para recorrermos quando  criamos dificuldades que paralisam nossa evolução espiritual,  material ou ambas.

Como a Umbanda nasceu no Brasil e foi pensada no plano espiritual por mentes evoluidíssimas, um novo modo e uma nova forma foram tomando corpo e resultaram em uma nova religião.

Orixá é poder divino e pode ser adaptado a vários modos e formas de culto e de magia.

Orixá gera religiões e magias porque é poder fundamentado em Olorum, o nosso Divino Criador.

 

 

Orixás universais

 

São considerados passivos, pois atuam no sentido de ressaltar as qualidades já encontradas no ser, são multicoloridos e assim valorizando as cores originais de algo ou alguém; irradiam-se em todos os padrões vibratórios e chegam a todos.

 

Oxalá é o Trono MASCULINO  da Fé e seu campo de atuação preferencial é a religiosidade dos seres, aos quais ele envia o tempo todo suas vibrações estimuladoras da fé individual e suas irradiações geradoras de sentimentos de religiosidade.

Oxum é o Trono FEMININO  irradiador do Amor Divino e da Concepção da Vida em todos os sentidos. Como “Mãe da Concepção” ela estimula a união matrimonial, e como Trono Mineral ela favorece a conquista da riqueza espiritual e a abundância material.

 

Oxóssi: Trono MASCULINO DO CONHECIMENTO é o caçador por excelência, mas sua busca visa o conhecimento. Logo, é o cientista e o doutrinador, que traz o alimento da fé e o saber aos espíritos fragilizados tanto nos aspectos da fé quanto do saber religioso.

 

Xangô: Trono MASCULINO  DA JUSTIÇA, é o Orixá da Justiça e seu campo preferencial de atuação é a razão, despertando nos seres o senso de equilíbrio e eqüidade, já que só conscientizando e despertando para os reais valores da vida a evolução se processa num fluir contínuo.

 

Ogum: Trono MASCULINO   da lei,  é o Orixá da Lei e seu campo de atuação é a linha divisória entre a razão e a emoção. É o Trono Regente das milícias celestes, guardiãs dos procedimentos dos seres em todos os sentidos.

Ogum é sinônimo de lei e ordem e seu campo de atuação é a ordenação dos processos e dos procedimentos.

 

 

Obaluaiyê: Trono MASCULINO da EVOLUÇÃO,  é o Orixá que atua na Evolução e seu campo preferencial é aquele que sinaliza as passagens de um nível vibratório ou estágio da evolução para outro.

O Orixá Obaluaiyê é o regente do pólo magnético masculino da linha da Evolução, que surge a partir da projeção do Trono Essencial do Saber ou Trono da Evolução.

 

Yemanjá é o Trono feminino da Geração e seu campo preferencial de atuação é no amparo à maternidade.

Yemanjá é por demais conhecida e não nos alongaremos ao comentá-la.

Yemanjá, a nossa amada Mãe da Vida é a água que vivifica, rege sobre a geração e simboliza a maternidade, o amparo materno, a mãe propriamente.

 

 

Orixás cósmicos

 

São considerados ativos pois atuam de forma intensiva a fim de transformar o ser, são monocromáticos e “impõem as suas cores a tudo o que tocam ou trespassam” chegando a alterar a cor original de algo ou alguém; irradiam-se em um único padrão vibratório e só chegam a quem estiver vibrando no mesmo padrão.

 

Oiá Tempo: TRONO FEMININO DA FÉ, é a orixá do Tempo e seu campo preferencial de atuação é o religioso, onde ela atua como ordenadora do caos religioso

O “Tempo” é a chave do mistério da Fé regido pela nossa amada mãe Oiá, porque é na eternidade do tempo e na infinitude de Deus que todas as evoluções acontecem.

 

Oxumaré : Trono MASCULINO DO AMOR, é o orixá que rege sobre a sexualidade e seu campo preferencial de atuação é o da renovação dos seres, em todos os aspectos.É inadmissível que uma divindade planetária tenha essas qualidades bissexuais, que só acontecem em seres com disfunções genéticas que provocam má formação, ou dupla formação, dos órgãos sexuais, e em seres com desequilíbrios emocionais ou conscienciais que fazem com que, psiquicamente, eles troquem seus sinais mentais e invertam sua sexualidade.
Portanto, não tem sustentação alguns médiuns, com seus sinais sexuais trocados, alegarem que são homossexuais porque são filhos de Oxumaré e que ele é um orixá que por seis meses é macho e por seis meses é fêmea.Seres humanos com má-formações emocionais, mentais, genéticas ou conscienciais, no afã de se justificarem, passam às divindades suas vicissitudes humanas e não atentam para um detalhe fundamental: com seus desequilíbrios, estão desfigurando divindades planetárias que existem no mundo desde que Deus o criou, que são imutáveis em sua natureza, seja ela masculina ou feminina, e que regem alguns sentidos dos seres humanos, mas também regem outras dimensões planetárias paralelas à dimensão humana da vida.

 

Obá: Trono FEMININO DO CONHECIMENTO,  é a orixá que aquieta e densifica o racional dos seres, já que seu campo preferencial de atuação é o esgotamento dos conhecimentos desvirtuados.

Comentar sobre nossa amada mãe Obá é motivo de satisfação, pois, nas lendas, resumem sua existência ao papel de esposa repudiada por Xangô. Mas, justiça lhe seja feita, as lendas vêm sendo repetidas a tanto tempo, e às vezes de forma tão empobrecida pelas transmissões orais que, até como lendas, deixam a desejar e mostram como é deficiente o conhecimento sobre o campo de ação dos orixás.

 

Nanã Buruque: Trono feminino da evolução,  rege sobre a maturidade e seu campo preferencial de atuação é o racional dos seres. Atua decantando os seres emocionados e preparando-os para uma nova “vida”, já mais equilibrada.

A orixá Nanã Buruquê rege uma dimensão formada por dois elementos, que são: terra e água. Ela é de natureza cósmica pois seu campo preferencial de atuação é o emocional dos seres que, quando recebem suas irradiações, aquietam-se, chegando até a terem suas evoluções paralisadas.

 

Iansã: Trono FEMININO DA LEI, é orixa  aplicadora da Lei na vida dos seres emocionados pelos vícios. Seus campo preferencial de atuação é o emocional dos seres: ela os esgota e os redireciona, abrindo-lhes novos campos por onde evoluirão de forma menos “emocional”.

 

Egunitá :Trono FEMININO DA JUSTIÇA,  é o Orixá Cósmico aplicador da Justiça Divina na vida dos seres racionalmente desequilibrados. Fogo, eis o mistério de nossa amada mãe Egunitá, regente cósmica do Fogo e da Justiça Divina que purifica os excessos emocionais dos seres desequilibrados, desvirtuados e viciados. Os hindus nos legaram uma divindade cósmica do fogo, punidora das falhas, dos erros e das paixões humanas por excelência. Kali, no panteão hindu, é uma divindade temida e evitada por todos os que desconhecem seu mistério e o porquê de sua existência em oposição à de Agni, o Senhor do Fogo Divino.

 

Omulú: Trono MASCULINO  da geração, é o orixá que rege a morte, ou no instante da passagem do plano material para o plano espiritual (desencarne)

É com tristeza que temos visto o temor dos irmãos umbandistas quando é mencionado o nome do nosso amado Pai Omulu. E no entanto descobrimos que este medo é um dos frutos amargos que nos foram legados pelos ancestrais semeadores dos orixás em solo brasileiro, pois difundiram só os dois extremos do mais caridoso dos orixás, já que Omulu é o guardião divino dos espíritos caídos. O orixá Omulu guarda para Olorum todos os espíritos que fraquejaram durante sua jornada carnal e entregaram-se à vivenciação de seus vícios emocionais.

 

ORIXA EXU -  GUARDIÃO: Trono da Vitalidade,    responsável pela dimensão  do vazio absoluto, e ainda dos caminhos e aplicador da Lei

 

ORIXA POMBA GIRA - GUARDIÃ: TRONO DO ESTIMULO

 

ORIXA EXU MIRIM:  TRONO NÃO ABERTO, EXCELENTE DESCOMPLICADOR  DE NOSSAS VIDAS, REPONSÁVEL PELA DIMENSÃO DO  NADA